Barreirinhas: A porta de entrada dos Lençóis Maranhenses
Barreirinhas é, sem dúvida, o coração pulsante dos Lençóis Maranhenses. Embora Santo Amaro e Atins, tem suas maravilhas. Ainda assim Barreirinhas é a escolha da maioria.
Foi ali que vivi uma das partes mais vibrantes da minha viagem pelo Maranhão, com dias cheios de sol, areia, lagos cristalinos e aquela energia boa.
Chegando a Barreirinhas
Saí de Santo Amaro bem cedo. A estrada até Barreirinhas leva cerca de duas horas, um percurso tranquilo, asfaltado, cercado por vilarejos simples, rios sinuosos e vegetação típica do cerrado.
Para quem vem direto de São Luís, o trajeto é um pouco mais longo, cerca de quatro horas de carro.
Ao chegar, senti aquele clima de cidade pequena, mas com um movimento intenso. As ruas são estreitas, as casas coloridas e o vai e vem de turistas é constante. O povo é acolhedor, sempre com um sorriso pronto e disposto a ajudar. Logo percebi que Barreirinhas é bem mais agitada do que Santo Amaro e Atins. Há mais gente, mais opções e, claro, muito mais energia.
Apesar do movimento, é difícil resistir ao charme do lugar. A cidade tem infraestrutura completa, com hotéis e pousadas confortáveis, bons restaurantes, comércio ativo e muitas agências que organizam os passeios pelos Lençóis Maranhenses. À noite, o centrinho ganha vida, com lojinhas, bares e música ao vivo.
Barrerinhas
Explorando os Lençóis Maranhenses
O grande motivo de estar em Barreirinhas era, continuar explorando o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Os passeios geralmente começam cedo, em veículos 4×4, que cruzam longas trilhas de areia até chegar às lagoas mais famosas.
Diferente de Santo Amaro, o acesso às dunas a partir de Barreirinhas é mais longo. O trajeto passa por uma espécie de “floresta de areia”, uma área de transição onde a vegetação de restinga e cerrado se mistura às dunas. É um cenário curioso, quase mágico.
Vale lembrar que dentro do parque não há estrutura de alimentação. Tudo precisa ser levado de Barreirinhas, bebidas, frutas e lanches. Os carros costumam ter caixas térmicas, então é bom planejar antes de sair.
Lagoa Bonita
Esse foi, sem dúvida, um dos passeios mais marcantes da viagem. O circuito da Lagoa Bonita começa com um trajeto de cerca de 15 km em um 4×4, saindo de Barreirinhas. Desde março de 2025, não é mais preciso atravessar o Rio Preguiças de balsa, já que uma nova ponte facilita o acesso.
Depois do trecho de carro, vem a parte mais intensa: a subida pelas dunas, agora com uma escada de madeira que ajuda bastante. No alto, a vista é arrebatadora. Ver aquele mar de areia branca pontuado por lagoas cristalinas é uma sensação indescritível.
Caminhar entre as dunas dá uma sensação de liberdade total. É como estar em outro planeta, onde só o vento e o silêncio fazem companhia. Depois da caminhada, mergulhar nas águas mornas da Lagoa Bonita é simplesmente delicioso. Escolhi fazer o passeio à tarde para assistir ao pôr do sol — e que espetáculo! O céu se pintando de tons dourados e rosados foi um daqueles momentos que ficam gravados na memória.
Lagoa Azul
No dia seguinte, fui conhecer a famosa Lagoa Azul. O trajeto também é feito de 4×4, um percurso de 10 km que leva cerca de 40 minutos. Apesar do nome, a lagoa nem sempre está azul, depende da época, da luz e até da quantidade de visitantes. Mas a beleza do lugar compensa tudo.
O interessante é que o cenário muda constantemente. Nenhuma viagem aos Lençóis é igual à outra. As lagoas se formam e desaparecem conforme as chuvas, e isso torna cada experiência única. O passeio pode ser feito tanto pela manhã quanto à tarde, mas, se puder, vá cedo para aproveitar com mais tranquilidade.
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Passeio de lancha pelo Rio Preguiças
Um dos momentos mais relaxantes da viagem foi o passeio de lancha pelo Rio Preguiças. O nome não poderia ser mais apropriado, o ritmo é tranquilo e o cenário, hipnotizante.
A lancha vai parando em pontos cheios de charme: Vassouras, Mandacaru e Caburé.
Em Vassouras, os macaquinhos pregos roubam a cena. Já em Mandacaru, subi o farol e fui recompensado com uma vista panorâmica incrível das dunas e do rio.
Por fim, em Caburé, a faixa de areia que separa o rio do mar é simplesmente fascinante. É o lugar perfeito para almoçar, relaxar e deixar o tempo passar sem pressa.
Vassouras
Mandacaru
Caburé
Onde ficar e o que comer em Barreirinhas
Barreirinhas tem hospedagens para todos os estilos — desde pousadas simples até hotéis confortáveis à beira do rio.
À noite, o centrinho é uma delícia. Dá para caminhar, visitar lojinhas e escolher um bom restaurante. Experimentei o tradicional peixe com leite de coco, uma tapioca bem feita e, claro, uma caipirinha com frutas locais. Combinação perfeita para encerrar o dia.
Dicas para aproveitar Barreirinhas ao máximo
- Melhor época: de junho a setembro, quando as lagoas estão cheias.
- Roupas: leve roupas leves, chapéu, protetor solar e óculos escuros.
- Passeios: contrate guias credenciados, eles conhecem os melhores horários e caminhos.
Barreirinhas: uma experiência para guardar na memória
De todos os lugares que conheci nos Lençóis Maranhenses, Barreirinhas foi o que mais me surpreendeu pela mistura de natureza exuberante e boa infraestrutura.
É um ponto de partida prático e, ao mesmo tempo, cheio de alma.
Os lenções maranheses são um dos pontos fortes da rota da emoções.
Depois de alguns dias intensos por ali, segui viagem rumo a Atins, a terceira base dos Lençóis.
Mas Barreirinhas ficou na lembrança, com seu pôr do sol nas dunas, suas lagoas cristalinas e o sorriso acolhedor de quem vive cercado de beleza natural.

























































