Projeto para conhecer as 7 novas maravilhas do mundo moderno.

7 maravilhas do mundo moderno

As 7 maravilhas do mundo é uma amostra de que a engenhosidade humana não tem época. Ela se reflete na necessidade de deixar uma marca no mundo, seja por devoção, poder ou pura superação arquitetônica

Após 2000 anos dos gregos terem definido as 7 maravilhas do mundo (antigo), foi anunciado em 2007, as 7 novas maravilhas do mundo moderno.

Uma organização suíça, New Open World Corporation (NOWC), idealizou uma lista que contava com 200 monumentos e por critérios de beleza, complexidade técnica, valor histórico e cultural, entre outros, chegaram a uma lista de 21 monumentos.

Houve uma votação online, que foi a maior já realizada, contando com cerca de cem milhões de votos.

Abaixo, cruzamos a linha do tempo para explorar os monumentos que definiram o passado e aqueles que continuam a nos fascinar no presente.

As 7 Maravilhas do Mundo Moderno que representam ícones da engenharia e história. São elas:

1. Cristo Redentor (Brasil). O famoso cartão-postal do Rio de Janeiro.

De braços abertos sobre o Rio de Janeiro, a estátua de estilo Art Déco foi inaugurada em 1931 no topo do Morro do Corcovado. Feito de concreto armado e pedra-sabão, o monumento tem 38 metros de altura, incluindo o pedestal. Ele nasceu do desejo da Igreja Católica de criar um símbolo forte de fé no país, tornando-se o maior ícone do turismo brasileiro.

2. Machu Picchu (Peru). Cidade inca escondida entre montanhas.

A “cidade perdida dos Incas” fica no topo de uma montanha na cordilheira dos Andes, a 2.430 metros de altitude. Construída no século XV sob o comando do imperador Pachacuti, o local servia como santuário religioso e residência real. A engenharia impressiona pelo encaixe perfeito das pedras, feito sem o uso de argamassa, e pelos terraços agrícolas que impediam o deslizamento da montanha.

3. Chichén Itzá (México). Cidade maia com a impressionante Pirâmide de Kukulcán.

Esta antiga cidade maia, localizada na península de Yucatán, funcionou como o centro político e econômico da civilização entre os séculos IX e XII. O grande destaque é a Pirâmide de Kukulcán (El Castillo). O monumento funciona como um calendário gigante de pedra: durante os equinócios, o jogo de luz e sombra projeta a silhueta de uma serpente emplumada descendo os degraus do templo.

4. Coliseu (Itália). Arena romana que testemunhou batalhas épicas.

O maior anfiteatro já construído começou a erguer-se em Roma no ano 72 d.C., sob o império de Vespasiano. Com capacidade para mais de 50 mil espectadores, o espaço recebia combates de gladiadores, execuções e até batalhas navais simuladas, onde a arena era inundada. A obra representa o ápice da engenharia romana no uso de arcos e concreto.

5. Ruínas de Petra (Jordânia). Cidade esculpida em rochas rosadas.

Esculpida diretamente nas rochas de arenito cor-de-rosa, Petra foi a próspera capital do Reino Nabateu a partir do século VI a.C. A cidade prosperou ao dominar as rotas comerciais de especiarias e seda. A fachada mais famosa, conhecida como Al-Khazneh (O Tesouro), impressiona pelos detalhes helenísticos talhados na própria montanha.

6. Taj Mahal (Índia). Mausoléu de amor e beleza arquitetônica.

O mausoléu de mármore branco situado em Agra é a maior prova de amor da arquitetura. Foi o imperador Mughal Shah Jahan que ordenou a construção em 1632 para honrar a memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, que faleceu ao dar à luz o 14º filho do casal. O complexo levou cerca de 20 anos para ser concluído por mais de 20 mil artesãos.

7. Grande Muralha da China (China). Defesa milenar contra invasões.

Uma colossal estrutura de defesa militar construída ao longo de várias dinastias, começando no século III a.C. e consolidada na Dinastia Ming. A muralha não é uma linha única, mas sim um sistema de muros, fortalezas e torres de vigia que se estende por mais de 21 mil quilômetros para proteger o império contra as invasões dos povos nômades do norte.

Cristo Redentor - Rio de Janeiro – Brasil.

O Cristo Redentor é o coração do Rio de Janeiro e um dos maiores símbolos do Brasil. No topo do Morro do Corcovado, a 710 metros acima do nível do mar, a estátua de 38 metros de altura domina o horizonte e abraça a Cidade Maravilhosa.

Sua história impressiona. A construção levou nove anos, sendo inaugurada em 1931. Feito de concreto armado e revestido por milhares de pequenas pastilhas de pedra-sabão, o monumento resiste ao tempo e ao clima, carregando um forte significado de paz e fé.

Para viver essa experiência, você pode subir de trem pelo meio da Mata Atlântica, usar as vans credenciadas ou encarar uma trilha ecológica.

A Experiência de Estar Lá Em Cima

Eu já estive muitas vezes visitando esta maravilha do mundo moderno, e a sensação nunca muda. A subida com o trem no meio da floresta já impressiona.

Quando finalmente chega ao topo, o impacto é imediato.

A primeira coisa que chama a atenção é a grandiosidade da estrutura. Olhar para cima e ver os braços abertos cortando o céu azul.  Às vezes ele surge dramaticamente entre as nuvens. Tudo isso faz a gente se sentir pequeno. O vento sopra forte lá no alto, trazendo o cheiro do mar e da floresta.

Ao caminhar pelo mirante, o Rio de Janeiro se revela em 360 graus. De um lado, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Já do outro, a Lagoa Rodrigo de Freitas e as praias de Copacabana e Ipanema. O movimento das pessoas tentando encontrar o melhor ângulo para uma foto se mistura com momentos de silêncio absoluto de quem apenas contempla a imensidão.

Visitar o Cristo Redentor vai muito além do turismo tradicional. É uma imersão na energia carioca, um encontro com uma das paisagens mais bonitas do planeta e um momento que fica marcado na memória para sempre. Se você for ao Rio, esse é o destino que não pode faltar.

Visitar Cristo Redentor

 

O que levar em uma viagem internacional

A grande Muralha - China

A Grande Muralha da China é uma das construções mais impressionantes das 7 maravilhas do mundo moderno. Com mais de 21.000 quilômetros de extensão, essa estrutura colossal serpenteia por montanhas, desertos e vales. 

Sua história remonta a mais de 2.000 anos, iniciada por volta de 220 a.C. pelo primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, para proteger o território de invasões. 

A obra só foi concluída séculos depois, durante a Dinastia Ming. Hoje, ela é uma das sete maravilhas do mundo moderno e simboliza a força e a engenhosidade do povo chinês.

A estrutura não é um muro único e contínuo, mas sim uma série de muralhas interligadas, feitas de pedra, tijolo e terra compactada. 

Para quem visita a partir de Pequim, existem várias sessões acessíveis por excursões ou transporte direto. 

Cada trecho exige um preparo físico diferente, pois muitos degraus são incrivelmente íngremes.

Para quem visita, a experiência é inesquecível. Algumas seções, como Badaling e Mutianyu, são as mais bem preservadas e acessíveis. Além disso, as vistas panorâmicas são de tirar o fôlego.

A partir de Pequim, há excursões e transportes diretos. No entanto, algumas trilhas exigem preparo físico, pois os degraus podem ser íngremes.

A Experiência em Mutianyu

Eu tive o prazer de visitar essa maravilha em 2017, escolhendo a seção de Mutianyu. 

Fiz esta escolha, pois ela se conecta com a seção Jiankou ainda sem restauração, o que faz você viajar no tempo.

A seção Mutianyu é famosa por ser um dos mais restaurados e cercado por uma vegetação densa, que muda de cor dependendo da estação.

Chegar lá e dar os primeiros passos sobre as pedras milenares traz uma forte sensação de conexão com o passado. O esforço da subida vale a pena a cada degrau. 

Quando alcançamos o topo de uma das torres de vigia, o visual é de tirar o fôlego. A muralha parece não ter fim, estendendo-se até onde os olhos podem ver, moldada perfeitamente ao relevo das montanhas.

O silêncio do lugar, interrompido apenas pelo vento, faz a gente parar e admirar o tamanho daquela conquista humana. A descida de Mutianyu ainda reserva uma dose de adrenalina: é possível descer a montanha em um tobogã, terminando o dia com uma mistura perfeita de história e aventura. Visitar a Grande Muralha é uma experiência inesquecível que marca a vida de qualquer viajante.

Viagem a China e a muralha da China

Muralha original – seção Jiankou​

A seção Jiankou da Grande Muralha da China é uma das mais desafiadoras e impressionantes.

Diferente das partes restauradas, Jiankou mantém sua estrutura original, com pedras desgastadas e trechos em ruínas. Isso torna a caminhada perigosa, mas também proporciona uma experiência autêntica e inesquecível.

Essa parte da muralha serpenteia montanhas íngremes e oferece algumas das vistas mais espetaculares.

Além disso, suas curvas acentuadas e paredes altas criam um cenário dramático, perfeito para fotos.

Por outro lado, o acesso não é simples. As trilhas são íngremes, com trechos escorregadios e desmoronados.

Por isso, essa seção é recomendada apenas para aventureiros experientes.

Eu combinei Jiankou com Mutianyu, descendo por um trecho restaurado e mais seguro.

Para quem busca emoção e um contato mais autêntico com a história, Jiankou é o lugar certo.

No entanto, é essencial ir bem preparado, com calçados adequados e bastante água.

O ideal é fazer Jiankou em direção a Mutianyu dois é descida.

É uma caminhada difícil, com lugares perigosos e necessidade de “escalar” alguns barrancos e descer/subir lugares muito íngremes, mas vale muito a pena estar onde a mais de mil anos atrás havia soldados neste lugar guardando as fronteiras.

Machu Picchu - Peru.

Machu Picchu é um mistério das 7 maravilhas do mundo moderno. Ela esta esculpida no topo dos Andes peruanos. Situada a 2.430 metros de altitude, na província de Urubamba, a cerca de 80 km de Cusco. A antiga cidade inca impressiona pela arquitetura perfeitamente integrada às montanhas. 

Construído no século XV e abandonado misteriosamente na época da conquista espanhola, o local ficou oculto do mundo até ser redescoberto em 1911. Hoje, além de ser uma das sete maravilhas do mundo moderno, é o monumento desse grupo mais próximo do Brasil.

O sítio arqueológico reúne templos, terraços agrícolas e praças de uma engenharia inacreditável. Para proteger esse patrimônio, o número de visitantes diários é limitado, o que exige planejamento e reserva antecipada. 

A forma mais tradicional de chegar é combinando o trem de Cusco até Águas Calientes com um ônibus que sobe até a entrada das ruínas. No entanto, existem caminhos muito mais intensos para alcançar esse santuário.

A Jornada pela Trilha Inca

Para viver a energia desse lugar de forma completa, eu escolhi chegar a Machu Picchu pela famosa Trilha Inca. Essa caminhada é um verdadeiro teste de resistência, mas a recompensa apaga qualquer cansaço.

Caminhar por essa rota significa seguir os mesmos passos que os incas davam séculos atrás. O trajeto desafia o corpo com a altitude e as subidas íngremes, cruzando vales, florestas tropicais e sítios arqueológicos menores que poucos turistas têm a chance de ver. 

Dormir em acampamentos sob o céu estrelado dos Andes e acordar cedo para continuar a marcha traz um sentimento profundo de conexão com a natureza e com o passado.

O ápice da jornada acontece no último dia, ao chegar à Intipunku (A Porta do Sol). Ver o sol iluminar as ruínas de Machu Picchu é uma sensação indescritível. Todo o esforço dos dias de caminhada se transforma em pura gratidão.

Caminhar por aquelas pedras, admirar os desfiladeiros verdes ao redor e sentir a atmosfera única do lugar vai muito além do turismo comum. 

É um mergulho profundo na história, na cultura andina e na própria capacidade de superação. Para quem ama história e aventura, essa é uma experiência obrigatória que fica marcada na alma.

Minha visita a Machu Picchu.

Veja como você pode planejar sua viagem.

Taj Mahal - Agra – Índia.

O Taj Mahal é único monunto das 7 maravilhas do mundo moderno dedicado ao amor.

Também é um dos monumentos mais famosos e fascinantes do mundo. Localizado na cidade de Agra, na Índia, este imponente mausoléu de mármore branco atrai milhões de visitantes todos os anos. 

Das sete maravilhas do mundo moderno, ele se destaca como a única construída inteiramente como uma declaração de amor e devoção.

O imperador Shah Jahan mandou erguer o monumento no século XVII em homenagem à sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, que faleceu ao dar à luz o 14º filho do casal. 

A obra monumental demorou mais de 20 anos para ficar pronta. Ela empregou cerca de 20 mil artesãos e um conselho de arquitetos liderado pelo arquiteto Ustad Ahmad Lahauri.

Estima-se que custou o equivalente a cerca de US$ 830 milhões de dólares em valores atuais. 

Cada detalhe impressiona, desde as inscrições do Alcorão até o mármore incrustado com dezenas de tipos de pedras preciosas.

A Experiência de Contemplar o Taj Mahal

Cruzar os portões do complexo do Taj Mahal e ver o monumento surgir no horizonte é uma experiência marcante. Uma das características mais impressionantes da estrutura é a sua capacidade de mudar de cor conforme a posição do sol.

Na luz suave do amanhecer, o mármore branco assume um tom cinzento e rosado, quase místico. À medida que o dia avança e o sol brilha intensamente, a construção ganha uma brancura deslumbrante que contrasta perfeitamente com o azul do céu e o verde dos jardins simétricos. No fim da tarde, o monumento se tinge de dourado.

Caminhar pelos jardins e ver o reflexo perfeito da enorme cúpula no espelho d’água central faz a gente entender a genialidade dos seus arquitetos. O silêncio que se instala na mente, mesmo com a presença de outros visitantes, permite absorver a grandiosidade e a melancolia que envolvem o lugar. 

Conhecer o Taj Mahal vai muito além de admirar uma obra-prima da arquitetura mogol; é testemunhar um símbolo eterno de arte, cultura e sentimento transformados em pedra.

Coliseu - Roma - Itália.

O Coliseu de Roma, originalmente chamado de Anfiteatro Flaviano, é o maior símbolo do poder e da grandiosidade do Império Romano. Construído no século I, sua obra foi iniciada pelo imperador Vespasiano em 72 d.C. e concluída por seu sucessor, Tito, em 80 d.C. 

Localizado no coração de Roma, ao lado do Fórum Romano e do Monte Palatino, ele se consolidou como um dos pontos turísticos mais visitados de toda a Itália e uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Com capacidade para 50.000 espectadores, o local foi o centro do entretenimento romano por séculos, servindo de palco para batalhas de gladiadores, caçadas de animais exóticos e execuções públicas. 

Abandonado no início da era medieval, o anfiteatro foi utilizado como habitação e oficinas, e muitas de suas pedras e materiais foram retirados para erguer outras edificações na cidade. Hoje, para explorar suas ruínas sem enfrentar longas filas, o planejamento e a compra antecipada de ingressos são indispensáveis.

A Experiência de Caminhar pela História

Entrar no Coliseu é fazer uma viagem imediata no tempo. A grandiosidade da fachada externa impressiona, mas é do lado de dentro que a atmosfera do lugar realmente mexe com a gente.

Caminhar pelos corredores de pedra por onde circulavam milhares de cidadãos romanos traz uma sensação incrível. Ao subir para as arquibancadas e olhar para o centro do anfiteatro, o impacto é total. Hoje, a arena de madeira não existe mais, o que deixa exposto o hipogeu. Que é a complexa rede subterrânea de túneis e celas onde os gladiadores e os animais aguardavam antes de subir para o combate.

Ficar ali parado, observando aquela estrutura colossal e imaginando o rugido da multidão, o som das armaduras e a tensão que preenchia o ar há quase dois mil anos, é uma experiência única. 

A engenharia romana se mostra viva em cada arco e parede que resistiram aos terremotos e saques. 

Visitar o Coliseu vai muito além de contemplar um monumento das 7 maravilhas do mundo moderno. É testemunhar de perto a força, a genialidade e as contradições de uma civilização que moldou a história do mundo.

Minha visita a Roma.

Chichén Itza - México

Chichén Itzá, cujo nome significa “na boca do poço de Itza”, foi uma das cidades mais importantes e influentes da civilização maia. Localizada na Península de Yucatán, no México, a metrópole prosperou de 600 d.C. até os anos 1200, e o motivo do seu declínio permanece um grande mistério. 

Hoje, o complexo arqueológico é reconhecido como uma das sete maravilhas do mundo moderno e atrai viajantes do mundo inteiro.

Para visitar o local, as bases mais comuns são Cancún, Playa del Carmen ou Mérida, de onde partem excursões e transportes diários. A dica de ouro é chegar bem cedo, logo na abertura dos portões, para garantir fotos mais limpas e explorar as estruturas antes que o calor intenso do meio-dia tome conta da região.

A Experiência de Explorar o Mundo Maia

Cruzar a entrada do parque e caminhar pela trilha arborizada até que a vegetação se abra revela o grande cartão-postal: a Pirâmide de Kukulcán, também conhecida como El Castillo. A imponência da estrutura de pedra impressiona logo de cara.

O que mais me fascina nessa pirâmide é a precisão matemática e astronômica dos maias. Cada detalhe foi planejado: os quatro lados somam, junto com a plataforma do topo, os 365 dias do ano. 

Se você bater palmas em frente à escadaria principal, o eco retorna com um som que imita perfeitamente o canto do quetzal, uma ave sagrada. Nos equinócios de primavera e outono, o jogo de luz e sombra do sol projeta nas escadas a imagem de uma serpente descendo o templo, representando o próprio deus Kukulcán.

Caminhando mais a fundo pelo complexo, o tamanho das outras construções surpreende. O Grande Jogo de Bola é o maior de toda a Mesoamérica, e impressiona imaginar os atletas jogando ali um esporte ritualístico onde a vida e a morte estavam em jogo. 

O cenário ganha um tom mais dramático ao visitar o Cenote Sagrado, um enorme poço natural cercado por paredes de rocha calcária, usado antigamente para rituais de oferendas e sacrifícios.

Passar pelo Templo dos Guerreiros, cercado por centenas de colunas de pedra, e observar o observatório astronômico El Caracol faz a gente perceber o nível avançado de conhecimento daquela sociedade. 

Explorar Chichén Itzá vai muito além de admirar ruínas antigas; é uma imersão profunda na história, nos mitos e na genialidade de uma civilização que deixou sua marca eterna no tempo.

Minha viagem a Cancun e Chiechén Itza.

Petra - Jordania

Depois de três anos de planos adiados devido à pandemia, finalmente pude desembarcar na Jordânia para conhecer Petra. 

A cidade é esculpida diretamente em penhascos vibrantes de arenito vermelho, rosa e branco, essa cidade pré-histórica foi a próspera capital do Império Nabateu entre 400 a.C. e 106 d.C., funcionando como um ponto estratégico de rotas comerciais no Oriente Médio.

Os nabateus eram engenheiros brilhantes. Antes de serem absorvidos pelo Império Romano, eles criaram redes inovadoras de captação, armazenamento e irrigação de água, cujos vestígios resistem até hoje no deserto. 

Com o tempo, a cidade foi abandonada e permaneceu “perdida” para o mundo ocidental por centenas de anos. Isso mudou em 1812, quando o explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt, viajando disfarçado com trajes árabes, redescobriu o lugar. 

Declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1985 e eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno em 2007, Petra ainda esconde segredos: acredita-se que apenas 15% de toda a sua estrutura tenha sido escavada até hoje.

A Experiência de Caminhar pelo Siq até o Tesouro

A jornada para entrar na cidade antiga é uma mistura de ansiedade e encantamento. O acesso começa pelo Siq, um desfiladeiro natural e sinuoso com paredes de arenito que chegam a 76 metros de altura. 

Caminhar por esse corredor estreito, onde a luz do sol entra timidamente criando sombras nas rochas coloridas, faz a gente se sentir em um cenário de cinema. A referência a Indiana Jones e a Última Cruzada surge inevitavelmente na mente a cada passo.

A caminhada pelo Siq constrói o suspense perfeito. A trilha vai se estreitando até que, de repente, por uma fresta entre as paredes de pedra gigantescas, surge a fachada esculpida mais famosa do mundo: Al-Khazneh, o Tesouro.

Sair do desfiladeiro e dar de cara com aquela imensa estrutura de mais de 40 metros de altura, talhada diretamente na rocha viva com detalhes arquitetônicos impecáveis, é um choque visual. O tom rosado da pedra brilha sob o sol do deserto, contrastando com o movimento dos camelos e dos beduínos que preservam a atmosfera do lugar.

Mas o Tesouro é apenas a porta de entrada. Ao continuar a exploração, a cidade se abre em um vale monumental repleto de tumbas reais, um enorme anfiteatro romano e fachadas impressionantes que desafiam a lógica da época em que foram construídas. 

Estar em Petra é caminhar pelo auge da engenharia antiga e sentir a grandiosidade de uma civilização que moldou o deserto. Uma experiência que justificou cada dia de espera.

Minha visita a Jordania e Petra

Agora a lista está completa e vem novas aventuras por aí.

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