Bogotá - Colômbia

Bogotá: uma imersão vibrante na capital colombiana

Minha viagem para Bogotá foi cheia de surpresas. Antes de chegar, eu já sabia que a cidade tinha altitude, história e muita cultura. Mas nada me preparou para a vibração real que encontrei por lá. Bogotá não é só a capital da Colômbia, é um lugar que pulsa arte, tradição e movimento o tempo inteiro. Por isso, se você está planejando visitar o país, começar por Bogotá é mais do que uma boa ideia. É o melhor jeito de entrar no ritmo colombiano.

Primeiros passos em Bogotá: Altitude, arepas e sorrisos.

Assim que pisei no Aeroporto El Dorado, percebi que Bogotá não é uma cidade comum. Localizada a mais de 2.600 metros acima do nível do mar, ela te recebe com aquele frio gostoso de montanha, e claro, um ar mais fino que exige um pouco de adaptação.

Logo no primeiro dia, fui direto explorar La Candelaria, o centro histórico. Caminhar por aquelas ruas de pedra, cercado por casarões coloniais e arte urbana em cada esquina, foi como entrar num livro de história que mistura grafite com arquitetura antiga.

Além disso, tem uma culinária cativante. Experimentei minha primeira arepa com queijo em um café de rua. E acompanhada por uma limonada de coco bem gelada, ficou ainda melhor. Para quem gosta, uma dica é o café colombiano. Forte, aromático e perfeito para dar uma parada e apreciar o arredores.

La Candelaria: onde Bogotá conta suas histórias.

Se tem um bairro que traduz a essência de Bogotá, é La Candelaria. Cada rua, cada parede, parece guardar um capítulo diferente da história colombiana. E o melhor de tudo é que você sente isso andando, sem pressa, deixando a cidade se revelar aos poucos.

O Museu do Ouro foi um dos lugares que mais me impressionaram. É impossível não se encantar com as peças pré-colombianas, riquíssimas em detalhes e simbolismo. Já o Museu Botero nos surpreende com aquelas esculturas e pinturas rechonchudas. Uma verdadeira aula de arte, dada com humor e leveza.

Explorando a cidade, fui descobrindo cafés escondidos e lojinhas de artesanato cheias de personalidade. É o tipo de lugar que você não quer deixar e onde dá vontade de voltar no dia seguinte.

Cerro Monserrate: Bogotá aos seus pés.

Claro que eu não podia deixar de subir o Monserrate. A montanha é símbolo da cidade e oferece uma das vistas mais incríveis que já vi. Escolhi subir de teleférico, uma experiência à parte. Lá de cima, é possível observar a imensidão de Bogotá.

A cidade se espalha em todas as direções, cercada pelas montanhas andinas. No topo, além da paisagem de tirar o fôlego, tem uma igreja charmosa, várias lojinhas e restaurantes com pratos típicos. Foi ali que experimentei o famoso ajiaco: uma sopa quente, densa, com frango, batatas, milho e guasca. Perfeita para o clima e para quem quer algo bem local.

Usaquén e Zona T: contrastes que revelam outra Bogotá.

Depois de mergulhar no lado histórico, resolvi explorar outras facetas da cidade. Usaquén me ganhou logo de cara. O bairro tem um ar mais tranquilo, com ruas arborizadas, mercados artesanais e feiras de fim de semana onde a vida parece desacelerar. Sentei em um restaurante com mesas na calçada, pedi um prato típico e fiquei só observando o movimento.

No outro extremo do clima, fui conhecer a Zona T. Moderna, vibrante e cheia de gente bonita, a região é perfeita para quem curte vida noturna. À noite, as ruas se enchem de luzes, a música rola solta nos bares e a energia é contagiante. É um outro tipo de Bogotá, mais cosmopolita, mas ainda com aquele jeitinho colombiano de ser.

Andrés Carne de Res: o restaurante mais maluco e divertido de Bogotá.

Se tem um lugar que define a extravagância e a alegria colombiana, é o Andrés Carne de Res. Eu já conhecia a sede original em Chía, que fica a cerca de 45 minutos da capital. Mas agora Bogotá também tem sua versão, no coração da Zona T. E, sinceramente, é uma experiência única.

A fachada já é um convite ao caos criativo: mistura de neon, arte e objetos espalhados por todos os lados. Quando entrei, parecia que tinha sido transportado para um universo paralelo. Música alta, garçons performáticos, decoração exagerada e um clima de festa que começa na entrada e vai até o último garfo.

E sim, apesar de tudo isso, a comida é levada a sério. O cardápio tem várias delícias colombianas, mas o meu destaque vai para o famoso Lomo al Trapo.

Lomo al Trapo: sabor e tradição em um só prato.

Esse prato vai lhe surpreender. Primeiro porque o preparo é inusitado: o filé mignon é embrulhado em um pano, coberto com sal grosso e assado direto no fogo. Nada de grelha, nada de assadeira. O resultado? Uma carne suculenta, macia por dentro e com aquela crosta salgada por fora que deixa tudo ainda mais saboroso.

Pedi uma porção de arepas, patacones, guacamole e yuca frita para acompanhar. Enquanto isso, os garçons dançavam entre as mesas, grupos de músico

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Bogotá como base para novas descobertas

Além de tudo o que Bogotá oferece, a cidade ainda é uma ótima base para fazer bate-voltas incríveis.

Um dos mais impressionantes é a Catedral de Sal de Zipaquirá. A viagem leva cerca de uma hora, mas vale cada quilômetro. A catedral subterrânea, esculpida dentro de uma mina de sal, é de tirar o fôlego. Ela é completamente diferente de tudo que eu já tinha visto.

Bogotá me conquistou.

Bogotá me mostrou uma Colômbia vibrante, criativa e cheia de camadas. A mistura entre tradição e modernidade, entre o caos criativo e a organização sutil, cria uma atmosfera única. Muita gente encara a cidade só como ponto de passagem para outros destinos como Cartagena ou Medellín. Mas eu digo com certeza: vale a pena ficar alguns dias.

Cada bairro, cada refeição e cada conversa com um local revelaram uma parte diferente da alma bogotana. 

Outro passeio que recomendo muito é para Villa de Leyva, um vilarejo colonial que parece congelado no tempo. Ruas de paralelepípedo, casinhas brancas e uma praça central enorme fazem desse lugar um refúgio perfeito para quem quer respirar história e tranquilidade.