São Luís. História, cultura e sabores

Visão aerea de São Luis
São Luís

Decidi começar a Rota das Emoções por São Luís, e não poderia ter feito uma escolha melhor. Desde a chegada, já me senti mergulhado em uma cidade que respira história, música e cores. 

A capital maranhense, chamada de “Atenas Brasileira” e também de “Jamaica Brasileira”, é um lugar único. 

As ruas de pedra, os casarões coloniais e o som contagiante do reggae criam uma atmosfera inesquecível, que me conquistou logo de cara.

Breve história de São Luís

Enquanto caminhava pelo centro histórico, percebi como a história está viva em cada esquina. São Luís foi fundada em 1612 pelos franceses, em homenagem ao rei Luís XIII. No entanto, essa presença francesa durou pouco, porque apenas dois anos depois os portugueses retomaram o controle e consolidaram a cidade dentro do império colonial.

Durante o período colonial, a cidade ganhou importância pelo ciclo da cana-de-açúcar e do algodão, que garantiu riqueza à elite local. Esse auge econômico deixou marcas impressionantes: casarões revestidos com azulejos portugueses, hoje reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial, e ruas de pedra que resistem ao tempo.

No século XIX, São Luís ficou conhecida como a “Atenas Brasileira”, graças a escritores como Gonçalves Dias e Aluísio Azevedo, que ajudaram a projetar a literatura maranhense. Já no século XX, o título de “Jamaica Brasileira” se consolidou, já que a cidade se tornou o maior polo de reggae fora da própria Jamaica.

Essa mistura de influências francesas, portuguesas, africanas e indígenas formou a identidade cultural de São Luís. Até hoje, ela se manifesta na música, no bumba-meu-boi, nas festas populares e, claro, na deliciosa gastronomia marcada pelos frutos do mar e temperos fortes.

Centro Histórico e sabores maranhenses

Minha experiência no centro histórico de São Luís foi como uma viagem no tempo. Caminhar pelas ruas de pedra me transportou diretamente ao período colonial. Os casarões azulejados são um espetáculo por si só, e lugares como o Palácio dos Leões, a Catedral da Sé e o Museu Histórico e Artístico do Maranhão completam o passeio.

Na Rua Portugal, no coração do centro, a arquitetura impressiona em cada detalhe. 

Parei para almoçar e provei pratos típicos que fazem parte da alma da cidade: arroz de cuxá, peixe ao molho de camarão e a tradicional torta de camarão. Uma verdadeira explosão de sabores!

À tarde, fui explorar o bairro da Praia Grande, cheio de lojinhas de artesanato, perfeito para quem gosta de levar lembranças únicas. À noite, experimentei o famoso Cafofo da Tia Dica, um restaurante tradicional com pratos cheios de sabor. 

Depois, claro, estiquei a noite em bares de reggae, que são parte essencial da vida noturna de São Luís. Para quem quiser opções ver aqui, há várias casas de reggae espalhadas pela cidade, e cada uma tem seu próprio clima especial.

Para fechar, escolhi um restaurante com vista para a Baía de São Marcos. Tomei uma caipirinha de juçara, o açaí típico da região, e fiquei curtindo o cenário iluminado da cidade.

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Praias e reggae à beira-mar

No dia seguinte, decidi conhecer o litoral. A Praia de São Marcos é a mais movimentada, ótima para sentir o clima descontraído da cidade. Mas, como gosto de ambientes mais tranquilos, também visitei a Praia do Calhau e Olho d’Água. O mar, a areia clara e os restaurantes à beira-mar criaram o cenário perfeito para relaxar.

No almoço, me rendi a um peixe fresco acompanhado de camarões grelhados. Foi também nesse momento que provei o famoso guaraná Jesus. A fama é grande, mas confesso que não gostei muito do sabor adocicado e da cor rosa intensa.

À tarde, fui à Lagoa da Jansen, um dos melhores pontos para assistir ao pôr do sol em São Luís. O contraste da modernidade da orla com a tradição da cidade é fascinante. E, como não poderia faltar, à noite terminei o dia em mais um bar de reggae, o Bar do Nelson, referência para quem gosta do ritmo. Em São Luís, o reggae não é apenas música: é parte do jeito de viver.

Explorando Alcântara

Infelizmente não tive tempo para conhecer Alcântara.

Pois é um passeio que exige disposição. O o trajeto dura cerca de 1h30 de barco a partir do Cais da Praia Grande. 

E depende da situação das marés. Deixando apenas umas 2 ou 3 horas para visitar Alcântara. O que é suficiente.

Contudo, Alcântara é uma cidade colonial charmosa, localizada na entrada da Amazônia Legal.

Ela se orgulha de ser a primeira cidade histórica amazônica reconhecida como Patrimônio Nacional pelo IPHAN. Suas ruas de pedra, casarões antigos e igrejas coloniais contam histórias de um passado rico e de barões que ostentavam poder.

Caminhar por Alcântara é um passeio tranquilo e cheio de descobertas. Suas principais atrações são a Praça da Matriz, a Casa da Câmara e Cadeia, o Museu Histórico e Artístico de Alcântara, a Casa do Divino e algumas das igrejas coloniais. O ambiente calmo, quase parado no tempo, contrasta com a agitação de São Luís.

 

Rota das Emoções

Agora e hora de continuar a Rota das Emoções indo ára Santo Amaro.