Dolomitas - Itália

Alta via 1

Planejando minhas férias de 2022 surgiu a ideia de ir para as Dolomitas e fazer a Alta via 1, uma tradicional travessia localizada nos Alpes no norte da Itália na divisa com a Áustria.

Veja como você pode planejar sua viagem.

Este trekking é recomendado para pessoas experientes, pois há muitas subidas e descidas com altitude elevada e paisagens fantásticas.

A Alta Via 1 inicia no Lago di Braies  e finaliza em Belluno com extensão de 100 a 130 km dependendo de variantes que escolher, durante o percurso você irá admirar o maciço Lagazuoi, o monte Marmolada, Cinque Torri e muitos outros, uma trilha desafiadora, mas com uma estrutura confortável dos refúgios de montanha.

Existem muitas variantes com vários graus de dificuldade.  As mais difíceis são as que têm vias ferratas.

A alta via 1 é antes de tudo é uma caminhada, sem geleiras e nem escalada, alguns trechos com via ferratas que são mais difíceis mas podem ser evitadas usando alguma variante.

Existem algumas seções onde o caminho atravessa terreno rochoso, trechos de terreno solto, íngremes e bem exposto. E para quem tem medo de exposição, como eu, são bem desafiadores, mas nada que após algum medo e estresse básico não seja vencido.

Como queríamos uma trilha mais tranquila escolhemos evitar as vias ferratas, tanto pela dificuldade quanto pela economia de peso, pois não precisaremos levar os equipamentos.

É necessário reservar os abrigos, para garantir o lugar de descanso. Encontramos pessoas fazendo sem reserva, mas algumas tiveram problemas de não encontrar lugar.

Como não conseguimos reservar os abrigos iniciais, fizemos uma variante para os primeiros 3 dias.

Nosso roteiro diário ficou assim:

1 – Veneza para Cortina D’ampezzo a Fiames – Chegada ao início da trilha.
2 – Fiames ao refúgio Pomedes.
3 – Refúgio Pomedes – Cinque Torri – Pomedes.
4 – Refúgio Pomedes a Forcella del Bos – Pomedes
5 – Refúgio Pomedes – Cinque Torri até Novulau.
6 – Refúgio Nuvolau ao Passo Staulanza.
7 – Refúgio Staulanza ao Sonino al Coldai
8 – Descanso e subida a cume do Coldai
9 – Refúgio Sonino al Coldai ao refúgio Vazzoler
10 – Refúgio Vazzoler ao Carestiato.
11 – Refúgio Carestiato ao Sommariva.
12 – Refúgio Somariva ao refúgio Bianchet.
13 –  Refúgio Bianchet – Pisa – Belluno e Veneza.

Guia de viagem – Itália

Dia 0 - Chegada a Veneza

Marcamos nosso encontro em Veneza.

Erá o melhor ponto para irmos para Cordina D’ampezzo.

E claro não podeia deixa passar a oportunidade de rever Veneza.

Dia 1 - Veneza para Cortina D'ampezzo e Fiames

Nos encontramos na noite anterior em Veneza.

Logo cedo pegamos o ônibus para Cortina d’Ampezzo , onde almoçamos e saímos para conhecer a cidade.

No final do dia fomos para Fiames onde iniciamos nossa trilha.

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Dia 2 - Fiames (1300 m) ao refúgio Pomedes (2303 m). Alta via 1

Aqui realmente começava a nossa caminhada.

Saímos de Fiames logo às 8 horas, pegamos a trilha beirando a estrada até passar  o international camping Olympia, que fica do outro lado do rio, atravessando a ponte e logo subimos à esquerda.

A trilha vai subindo lentamente até chegar à Piè Tofana , que é a base do primeiro teleférico.

Seguimos a direita pela trilha 407, logo depois de cruzar a pista de esqui saímos à esquerda na trilha Sentiero dei Camosci 405 até o refúgio Duca d’Aosta (2100 m).

Paramos para um belo almoço com direito a vinho

Até aqui eu não sabia, mas a qualidade e quantidade da comida nos refúgios seriam um dos pontos altos desta travessia.

Com as energias renovadas continuamos a  subir pela trilha 420 até o refúgio Pomedes.

Neste dia fora ganho de altitude de 1000 metros, mas valeu a pena pela vista maravilhosa do refúgio Pomedes.

Tínhamos uma visão de 270 graus do vale de Cortina até os refúgios Cinque Torri, Nuvolau e Averau.

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Alta via1 - Dia 3 - Refúgio Pomedes (2303 metros) ao refúgio Cinque Torri ( 2137 m)

Continuamos nossa caminhada pelas Dolomitas.

Saímos do refúgio Pomedes e fomos fazer o circuito do Cinque Torri e voltamos ao Pomedes.

Logo no começo com uma descida super íngreme trilha 421 até o refúgio Dibona (2083 m).

Trilha com muitas pedras soltas  e muito íngreme, o que exigia um cuidado maior era um zigue zague entre os deslizes de terra.

Após descermos até o Dibona saímos a esquerda e continuamos  a descer uns 200 metros pela estrada até sair  para a floresta pela trilha 442.

Vários trechos bem íngremes, mas uma trilha bem tranquila até Cianzopé onde  atravessamos a rodovia, passamos por uma cancela, onde tem uma parada para o transfer para subir até o Cinque Torri, saímos a esquerda e logo iniciamos a subida à direita na trilha 439 até o Cinque Torri.

A subida tem trechos bem íngremes, mas bem, tranquila pela floresta até chegar perto do Refúgio onde acaba a floresta.

O Jorge e Roberto foram fazer o circuito em volta das torres e eu e Milton ficamos descansando no refúgio.

Após um belo almoço, iniciamos  o caminho de volta.

Dia 4 - Alta via 1 - Refúgio Pomedes (2303 metros) a Forcella Col dei Bos (2.331 metros) Refúgio Pomedes

Eu resolvi descansar e apreciar a turma que faz as vias ferratas, na montanha Tofana em frente ao refúgio Pomedes.

Mais detalhes das vias ferratas click aqui

Milton, Jorge e Roberto foram para a Forcella Col de Bos.

Desceram até o refúgio Dibona trilha 421 e pegaram uma trilha  que vai na beirada da montanha até a Forcella col dei Bos.

Na volta pegaram a trilha mais baixa até o Dibona e subiram  até o Pomedes. 

Dia 5 - Pomedes (2303 metros)- Cinque Torri (2137m) até Nuovalau ( 2575 metros).

Nossa primeira parte nas Dolomitas acaba e agora chegou a hora de seguir em frente, deixamos o Pomedes descendo (trilha 421) até o refúgio Dibona, descemos pela floresta (trilha 442) e subimos (trilha 439) até o Cinque Torri.

Como chegamos ainda cedo para o almoço , continuamos na trilha até  refúgio Scoiattoli onde surpreendentemente estava acontecendo uma seção do TEDx cortina.

Almoçamos e seguimos a trilha 439 em  subida para o Averau e depois Nuvolau.

O refúgio Nuvolau é o mais alto (2 575 metros) e simples desta trilha.

Fica no cume da montanha e ficamos em um quarto denominado por nós, a toca do hobbit.

Precisava abaixar para entrar. 

Dia 6 - Do refúgio Nuvolau (2575 metros) ao refúgio Passo Staulanza (1766 metros)

Como não íamos pegar a trilha com ferrata que é super íngreme , fomos para a  descida íngreme, mas tranquila até o refúgio Averau pegamos a trilha 464 (que é uma estrada) e na base da montanha saímos e pegamos a trilha 452 .

Seguimos na lateral da montanha, passando por baixo do refúgio Nuvolau.

A trilha cruza o passo rodoviário Giau (2.236 metros), cruzamos a estrada e pegamos a trilha 436 que segue  ao redor da parte de trás do Monte Formin. São planícies gramadas e amplas que facilitam a caminhada.

A chuva nos pegou aqui e ficou muito forte subindo para o Forcella Giau (2.370 metros). 

Chegando no passo a chuva parou e abriu um sol maravilhoso.  Dali seguimos um descendente suave e tranquilo com pastos para ovelhas , iniciamos uma subida leve até a Forcella Ambrizolla (2.277 metros) continuamos uma subida suave até a forcella de col duro (2.302 m).

Na forcella de col duro pegamos a trilha 458 e continuamos a descer algumas vezes mais forte outras mais tranquilas até  a Forcella Roam onde pegamos a trilha 467 até o refúgio Citta di Fiume (1.918 m). 

Parada para um lanche rápido e seguimos em frente pela trilha 472  na lateral do maciço do monte Pelmo (3.168 m) até chegarmos ao refúgio Staulanza.

Dia 7 - Alta via 1 - Passo Staulanza (1766 metros) ao Sonino al Coldai (2132 metros)

Este seria um dos dias relativamente curtos, mas devido a falta de sinalização em pontos críticos erramos o caminho duas vezes.

Saímos pela estrada , trilha 568 e na bifurcação seguimos a direita e fomos para a Malga Fontana Freda onde comemos uns queijos e seguimos em frente até descobrir que estávamos errados.

Voltamos até a bifurcação e fomos para a esquerda, logo chegamos a Casera Vescova  onde a trilha 561 da Alta via 1 sai a esquerda e sobe bem forte  e depois tem  um prado passando ao lado do refúgio Col dei Baldi.

Descemos pela estrada e mais uma vez chegamos em uma bifurcação e pegamos a esquerda que logo chegou ao teleférico para Palafavera o que percebemos que havíamos errado novamente.

A vantagem era que a volta era bem curta e pegamos o caminho certo.  

Na Casera Piodo a trilha 556 sobe muito íngreme e ainda por cima estava chovendo o que dificultava o avanço, deixando um pouco perigoso, mas com um pouco de esforço e cuidado chegamos ao refúgio Sonino de Coldai.

Dia 8 - Descanso e subida a cume do Coldai (2403 metros)

Era um dia de descanso e fomos até o lago Coldai, apenas uns 30 minutos de trilha.

Eu voltei para o refúgio e os três foram para o Cume do Coldai.

Coisa rápida em 2 horas já estavam de volta.

Dia para apreciar a vista, comer bem e descansar.

Dia 9 - Alta via 1 - Do Sonino al Coldai (2132 metros) ao refúgio Vazzoler (1714 metros)

A trilha 560 leva até o refúgio Vazzoler, contornando o monte Civetta. Nosso dia começou com uma bela caminhada até a Forcella Codai e seu lago de mesmo nome.

Logo após o lago, já dava para perceber que o percurso seria desafiador, com trechos de sobe e desce entre deslizamentos, sempre beirando o majestoso monte Civetta.

Além disso, a descida para o vale parecia imensa.

Felizmente, seguimos pela parte alta, o que nos permitiu admirar a vista espetacular do vale lá embaixo.

Durante todo o dia, nosso caminho foi contornando o Monte Civetta, proporcionando paisagens incríveis a cada passo.

Em determinado momento, decidimos sair um pouco da trilha principal para visitar o refúgio Tissi, localizado a 2.250 metros de altitude.

Sem dúvida, essa foi uma das melhores vistas de toda a Alta Via 1.

De lá, era possível enxergar não apenas o ponto de partida da trilha, mas também todo o percurso feito até aquele momento.

Depois de um almoço revigorante, continuamos descendo suavemente ao redor do Monte Civetta.

Passamos por pastos e florestas, contornando o imponente maciço, até finalmente chegarmos ao refúgio Vazzoler, encerrando mais um dia memorável na montanha.

Veja o início desta memorável caminhada.

Dia 10 - refúgio Vazzoler (1714 metros) ao refúgio Carestiato (1839 metros).

O dia começa descendo na trilha 555 que é uma estrada fazendo zigue zague até o baixarmos a 1400 m e logo saímos para a trilha 554 subindo em uma floresta até a Forcella del Camp (1933 m).

Passamos o dia contornando o maciço até o refúgio Carestiato que fica no outro extremo.

Mais informação sobre as Dolomitas.

Dia 11 - Alta via 1 - Refúgio Carestiato (1839 metros) ao Sommariva ( 1857 metros)

Hoje é um dos dias tranquilos, nas Dolomitas na Alta via 1.

Saímos do refúgio e pegamos a trilha 549 que era uma estrada e logo depois começamos a descer  até o Passo Duran (1600m), entramos a direita e fomos pela estrada, pois havia chovido e a trilha estava uma lama . Depois de uns 2 quilômetros entramos na trilha 543  em uma subida pela floresta. 

Devido ao barro, as raízes das árvores e muitos lugares bem estreitos com uma inclinação muito acentuada, foi um pouco difícil e com perigo de escorregar e cair nos buracos, mas tudo ocorreu bem.

Saímos da floresta e andamos pela lateral da montanha  até o refúgio Somariva.

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Dia 12 - refúgio Sommariva (1857 metros) ao refúgio Bianchet (1245 metros)

na caminhada nas Dolomitas este com certeza foi o dia mais desafiador.

Pois só foi subindo íngreme até 2400  metros ( cume da montanha zita. Inicialmente por uma floresta, depois um paredão a quase 90 graus.

Voltamos um pouco na trilha e saímos para a trilha 514 que passa pelo refúgio Pian de Fontana.

Iniciamos uma subida muito forte até a portela del Piazedel a 2097 metros.

Onde encontramos uma espécie de rampão mas com subida muito forte até chegar na Forcella de Zita Sudi a 2351 metros.  

Este foi um ponto bem desafiador para quem tem medo de altura, pois é uma crista em subida forte  e bem exposta de uns 500 metros até e passar zita de miezzo a 2451 metros..

Logo após vencer esta etapa chegou uma descida das mais íngremes, uma caminhada na lateral da montanha onde tem um deslisamento monstro.

Chegamos em um platô e logo começamos a descer verticalmente. Até chegar no Refugio Pian de Fontana (1632 metros)

Foram 800 metros de descida em poucos quilômetros.

Continuamos pela trilha 514, descemos um pouco e começamos a subir até 1800 metros quando iniciamos uma forte descida e no meio pegamos a direita a trilha 518 para o refúgio Bianchet.

Dia 13 - refúgio Bianchet (1245 metros) - Pisa (448m) - Belluno (370 metros) e Veneza.

Nosso último dia das montanhas Dolomitas e na trilha Alta via 1.

O início da trilha a 12 dias atrás parece longe.

Uma mistura de alegria e tristeza.

Cumprimos nosso objetivo, mas está acabando.

Agora é descer pela trilha 503 que é uma estrada usada para abastecer o refúgio.

Porém existem pontos bem complicados, para carros.

Quase no final tem uma saída à esquerda que corta o caminho para o ponto de ônibus (la Pisa).

Pegamos o ônibus das 11:20 para Belluno e o trem das 14:10 para Veneza.

Como tínhamos tempo, fomos almoçar.

Final da trilha, mas para mim o começo de uma nova aventura, pois estou indo para a Croácia.

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